Pular para o conteúdo principal

Grupo de Estudos e Pesquisas sobre História Local - GEPHL

 

Ementa: Este grupo visa fomentar estudos e pesquisas sobre o que denominamos de “História Local”, ou seja, do lugar onde estamos, do espaço geográfico e de sociabilidades e cultura que abrange a cidade, o estado e a região de habitação, estudo e interesse de quem estuda e pesquisa; não apenas do universo urbano, da cidade, mas incluímos também os espaços considerados não-urbanos, costumeiramente chamado de zona rural, o “interior”. Nesse sentido, a cidade de Garanhuns, os municípios e localidades vizinhas, da região do Agreste do Estado de Pernambuco, são os lugares que pretendemos pousar nosso olhar historiador.

Coordenadora: Prof.ª Zélia de Oliveira Gominho.

Colaborador: Prof. Josualdo Menezes.

Participantes: Estudantes do curso de Licenciatura em História, que estejam precisando de orientação para as suas pesquisas, e que queiram se engajar num movimento de preservação de memórias e construção de histórias.

Objetivo principal: Incentivar o interesse pelo estudo e pesquisa sobre a História Local, particularmente movimentar pela preservação da memória e do patrimônio histórico, artístico e cultural da região, bem como desenvolver conteúdo tanto para debates acadêmicos quanto materiais para aplicações didáticas do ensino da História.

Objetivos específicos:

·        Oferecer e estudar referências bibliográficas teóricas, contextuais e de caso;

·        Analisar as possibilidades de pesquisa da região e avaliar a sua viabilidade;

·        Incentivar a reflexão crítica e a problematização a respeito de assuntos correlacionados à história local;

·        Conhecer os acervos organizados disponíveis;

·        Movimentar condições e recursos para resgatar objetos de memória e fontes históricas e/ou colaborar para a sua preservação;

·        Oferecer formação continuada nas escolas;

·        Oferecer minicursos sobre metodologias/ temáticas/ problemáticas específicas a respeito da História Local;

·        Realizar ações extensionistas divulgando conhecimento histórico e incentivando a preservação do patrimônio e da memória em instituições de ensino e cultura;

·        Montar um acervo digital de imagens sobre a história local;

·        Criar redes sociais (Blogger, Instagram, Facebook etc) para divulgar o trabalho do grupo.

Justificativa:

               Consideramos “história local” o conhecimento que nos é geograficamente próximo, e que, particularmente, está relacionado às referências que compõem, ou podem compor, a identidade de determinado lugar, o que nutre o sentimento de pertencer; contudo, não nos preocupa apenas o que, de certa forma, reconhecemos como positivo, o que liga, o que, muitas vezes, permanece, resiste apesar das alterações próprias do passar do tempo, mas também o que se perde/ se perdeu/ está perdendo, o que se afasta e desfigura pela ação ou omissão humana; e assim, ao problematizar, teremos questões pra investigar sob o ponto de vista histórico que contribuem não só como uma nova forma de ver o que se passa, mas, quem sabe, oferecer possíveis soluções ou encaminhamentos das pessoas, da comunidade, das autoridades responsáveis pelo lugar.

               Pesquisar e estudar a história local é desenvolver o sentimento de pertença, e mais do que isso, é promover a atitude cidadã, especialmente, para aqueles que estão em formação escolar; e, nessa intenção, esse grupo pretende oferecer um reforço na formação acadêmica de professores e pesquisadores da História dessa instituição.

Estratégia

               Nosso trabalho se desenvolve na curiosidade espontânea e em encontros periódicos, quando trocamos ideias, descobertas, informações e leituras, e estudamos sobre conceitos, teorias e metodologias que atendem às demandas dos estudos sobre História Local/ da Cidade/ Patrimônio/ Pessoas – personalidades e comunidades. A partir do desenvolvimento das nossas pesquisas, estudos e encontros encaminharemos a produção de conhecimento e, quem sabe, a publicação e divulgação de materiais.

Referências bibliográficas

·       Metodologia da História:

Bakthin, Mikhail (Volochinov). Marxismo e Filosofia da Linguagem. SP: HUCITEC, 7a. ed., 1995.

Bergson, Henri. Matéria e Memória. Ensaio sobre a relação do corpo com o espírito. [cap. IV e Resumo e Conclusão]. S.P: Martins Fontes, 1990.

Burker, Peter (org). A Escrita da História. Novas Perspectivas. SP: Ed. UNESP, 2a.ed., 1992.

Castoriadis, Cornelius. A Instituição Imaginária da Sociedade. RJ: Paz e Terra, 3a. ed, 1991.

Castoriadis, Cornelius. “A Criação Histórica e a Instituição da Sociedade”. in A Criação Histórica. [com textos de vários autores]. Porto Alegre: Artes e Ofícios Ed. LTDA, Sec. Municipal de Cultura, 1992.

Chalhoub, Sidney. Trabalho, Lar e Botequim. SP: Brasiliense, 1986.

Chartier, Roger. A História Cultural. Entre Práticas e Representações. Lisboa: DIFEL (col. Memória e Sociedade), 1990.

Decca, Edgar de. 1930. O Silêncio dos Vencidos. Memória, história e revolução. SP: Brasiliense, 5a. ed., 1992.

Duby, George/ Ariès, Philippe/ Ladurie, Emmanuel Le Roy/ Le Goff, Jacques. História e Nova História. Lisboa: Editorial Teorema, 1986.

 

Foucault, Michel. Microfísica do Poder.RJ: Ed. Graal, 6a. ed, 1986.

Foucault, Michel. A Arqueologia do Poder. Petrópolis/RJ: Ed. Vozes, 1972.

Heller, Agnes. O Cotidiano e a História. RJ: Paz e Terra, 4a. ed., 1992.

Montenegro, Antonio Torres. “O Ensino da História e Outras Histórias” [“Verso e Reverso.”]. Artigo publicado na Revista do Centro de Estudos Vera Cruz SP: (CEVEC) 1985.

Montenegro, Antonio Torres. História, metodologia, memória. São Paulo: Contexto, 2010.

Orlandi, Eni Pulcinelli. Terra à vista - Discurso do Confronto: Velho Novo Mundo. Campinas/SP: Cortez/Unicamp, 1990.

Pêcheux, Michel. “Análise Automática do Discurso. AAD-69”. in GADET, Françoise e Tony Hak (eds). Por uma Análise Automática do Discurso. Uma Introdução à Obra de Michel Pêcheux. Campinas: Unicamp, 1990.

Perrot, Michelle. Os Excluídos da História. Operários, Mulheres e Prisioneiros. SP: Paz e Terra, 2a. ed., 1992.

Queiroz, Teresinha. “História e Literatura: Um Olhar sobre as fontes.” in Cadernos de Teresina. Ano X, n. 24, dez/1996.

Rezende, Antonio Paulo de Morais. “Cultura e História: as impossibilidades do sentido.” in Clio. Revista de Pesquisa Histórica. Série História do Nordeste, n.15. Recife:  Universitária - UFPE, 1994.

Smitt, Jean Claude. “A Historia dos Marginais”. In Le Goff, Jacques. A História Nova. SP: Ed. Martins Fontes, 2a. ed., 1993. pp. 261-290.

Vesentini, Carlos Alberto. A Teia do Fato. Uma proposta de estudo sobre a Memória Histórica. SP: Ed. HUCITEC - História Social/USP, 1997.

 

- Cultura, Cidade e Modernidade

Arantes, Antonio Augusto. O que é Cultura Popular. SP: Brasiliense, (col. Primeiros Passos 36) 14a. ed., 1990.

Bobbio, Norberto. Os Intelectuais e o Poder. Dúvidas e opções dos homens de cultura na sociedade contemporânea. SP: Ed. UNESP, 1997.

Bresciani, Ma. Stella. “Metrópoles: a face do monstro urbano.” in Revista Brasileira de História. n. 08, set/abr 1985.

Calvino, Ítalo. As Cidades Invisíveis. SP: Companhia das Letras, 1990.

Chaui, Marilena. Cultura e Democracia. SP : Ed. Cortez, 6a. ed., 1993.

Certeau, Michel de. A Cultura no Plural. Campinas/SP: Papirus (col. Travessia do Século), 1995.

Guattari, Félix & Rolnik, Suely. Micropolítica. Cartografia do Desejo. Petropólis/RJ: Vozes, 4a. ed, 1996.

Le Goff, Jacques. “Antigo/Moderno”; “Passado/Presente.”; “Progresso/Reação.” in História e Memória. SP: UNICAMP, 3a. ed., 1994. pp.167-181.

Santos, José Luiz dos. O que é Cultura. SP: Brasiliense, (Col. Primeiros Passos 110) 14a. ed., 1994.

Sevcenko, Nicolau. Orfeu Extático na Metrópole. São Paulo sociedade e cultura nos frementes anos 20. SP: Companhia das Letras, 1992.

Singer, Paul. Desenvolvimento Econômico e Evolução Urbana. SP: Ed. Nacional, 1974

Rago, Margareth. Do Cabaré ao Lar. A Utopia da Cidade Disciplinar. Brasil 1890-1930. SP: Paz e Terra, 2a. ed., 1987.

Topalov, Christian. “Da questão social aos problemas urbanos: os reformadores e a população das metrópoles em princípios do século XX.” in Ribeiro & Pechman (orgs) Cidade, Povo e Nação. Gênese do Urbanismo Moderno. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1996. pp.23-51.

Weber, Eugen. França Fin-de-Siècle. SP: Companhia das Letras, 1a. reimpressão 1989.

Williams, Raymond. Cultura. SP: Paz e Terra, 1992.

 

- História de Pernambuco:

Básica

Andrade, Manuel Correia de. Pernambuco Imortal: Evolução Histórica e Social de Pernambuco. Recife: CEPE, 1997.

Arrais, Raimundo. O pântano e o riacho: a formação do espaço público no Recife do século XIX. São Paulo: Humanitas/FFLCH/USP, 2004.

Arrais, Raimundo. A capital da saudade. Destruição e reconstrução do Recife em Freyre, Bandeira, Cardozo e Austragésilo. Recife: Ed. Bagaço, 2006.

Barbosa, Socorro Ferraz; Ferraz, Bartira. Sertão: Fronteira do Medo. Recife: Editora da UFPE, 2015.

Bernardes, Denis. “Para Reler o Recife e suas Origens”. In Recife: Que história é essa? (PCR, 1987).

 

Carvalho, Marcus J. M. de. “Pernambuco e Angola: Negros e Índios em Pernambuco, Colônia e Império”. In. Manoel Correia de Andrade; Eliane Moury Fernandes. (Org.). Tempo dos Flamengos e outros Tempos. Recife: CNPq/Fundação Joaquim Nabuco, 1999, p. 179-211.

 

Cavalcanti, Erinaldo. Relatos do Medo: A ameaça comunista em Pernambuco [Garanhuns – 1958/ 1964]. Recife: Editora Universitária da UFPE, 2012. Ou disponível em >https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/7072< Acesso 22out21.

Cavalcanti, Erinaldo. O medo em cena: A ameaça comunista na ditadura militar (Caruaru, PE – 1960-1968) Recife: Programa de Pós-graduação em História – UFPE, tese de doutorado, 2015.

Coelho, Fernando. Direita, Volver O Golpe de 1964 em Pernambuco. Recife: Ed. Bagaço, 2004.

Dabat, Christine Rufino. Moradores de Engenho. Relações de trabalho e condições de vida dos trabalhadores rurais na zona canavieira de Pernambuco segundo a literatura, a academia e os próprios atores sociais. Recife: Editora Universitária, 2007.

 

Dabat, Christine Rufino. Depois que Arraes entrou, fomos forros outra vez!” Ligas Camponesas e sindicatos de trabalhadores rurais: a luta de classes na Zona Canavieira de Pernambuco segundo os cortadores de cana. In Clio - Revista de Pesquisa Histórica, vol. 22, n. 01, 2004, pp. 149-188.

 

Dantas, Rafael. “1964-2024: Pernambuco luta pela memória e justiça da ditadura”. In Revista Algo Mais, edição 272, Recife, 04jun2024. Disponível em > https://algomais.com/1964-2024-pernambuco-luta-pela-memoria-e-justica-da-ditadura/< Acesso em 20set2024.

Ferraz, Socorro. “Sesmarias do açúcar. Sítios Históricos”. In. Clio: Revista de Pesquisa Histórica – CLIO (Recife. Online), v. 26, n. 2, 2008, pp. 59-78.

França Lima, Ivaldo Marciano de; Guillen, Isabel Cristina Martins. Cultura afrodescendente no Recife: maracatus, valentes e catimbós. Recife: Bagaço, 2007.

Gominho, Zélia de Oliveira. Veneza Americana x Mucambópolis. O Estado Novo na cidade do Recife (décadas de 30 e 40). Recife: Cepe, 1998.

Gominho, Zélia de Oliveira. Cidade Vermelha: A Experiência Democrática no Pós-Estado Novo. Recife, 1945-1955. Recife: Programa de Pós-Graduação em História/ UFPE, Tese de doutorado, 2011. [vide Banco de teses da UFPE]

Hoffnagel, Marc Jay. “Tensões e conflitos na consolidação da República em Pernambuco: A Revolta de Triunfo”. Clio – Revista de Pesquisa Histórica volume 28.2.

Levine, Robert. A velha usina: Pernambuco na federação brasileira. Rio de Janeiro: Paz E Terra, 1980.

Medeiros, Ricardo P. Povos Indígenas nas Guerras e Conquistas do Sertão Nordestino no Período Colonial. In Clio. Revista de Pesquisa Histórica n 27-1, Recife, UFPE, 2008. Pp. 331-361.

Mello, Evaldo Cabral de. Olinda restaurada: guerra e açúcar no Nordeste (1630-1654). 3ª Ed. São Paulo: Ed. 34, 2007.

Mello, Evaldo Cabral de. O Norte agrário e o império, 1871-1889. 2ª Ed. Rio de Janeiro: Topbooks, 1999.

Mello, Evaldo Cabral de. A Fronda dos mazombos: nobres contra mascates. Pernambuco, 1666-1715. 2ª Ed. São Paulo: Ed. 34, 2003.

Montenegro, Antonio T. História Oral e Memória: A cultura popular revisitada. São Paulo: Contexto, 2001. (col. caminhos da história).

Pina, Silvânia de Jesus; Soares, Thiago Nunes (orgs). História de Pernambuco: Novas abordagens. Volume 1: Colônia e Império; volume 2: República [recursos eletrônicos]. Porto Alegre, RS: Editora Fi, 2021.

Rezende, Antonio Paulo de Morais. (Des)Encantos Modernos: Histórias da Cidade do Recife na Década de 20. Recife: Fundarpe, 1997.

Rezende, Antonio Paulo M. O Recife: Histórias de uma Cidade. 2 ed. Recife: Fundação de Cultura Cidade do Recife, 2005.

Proa, Maria Ferreira Burlamarqui. “Fazendas-Condomínios: Pecuária, Agricultura e Trabalho Escravo no Sertão Pernambucano em meados do século XIX”. In Brandão, Tanya Maria Pires; Christilino, Cristiano Luís (org). Nas Bordas da Plantation. Agricultura e pecuária no Brasil Colônia e Império. Recife: Editora UFPE, 2014.

Santos Neto, Francisco Ferreira dos. “Um (re)encontro com os mangues do Recife: Representações e circulação do romance Homens e Caranguejos de Josué de Castro”. In AMORIM, Helder et al (orgs) Josué de Castro e o Tempo Presente: Experiências de Pesquisa no campo da História [e-book]. Maceió/AL: Editora Olyver, 2021. Pp. 115-143.

 

Silva Filho, Nivaldo Gerôncio da. “O Embate entre os movimentos sociais e o Estado: A História de Pernambuco durante o Regime Militar (1964-1966)”. Texto completo publicado no X Encontro Nacional de História Oral: Testemunhos: história e Política. Recife – UFPE - CFCH, 26 a 30 de abril de 2010.

 

 


Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

O mangue como expressão musical no Recife

     O Mangue Beat é um movimento cultural e musical que emergiu na década de 1990 na cidade de Recife em Pernambuco, e se tornou um importante marco para a história da música brasileira. Este movimento é caracterizado pela fusão de elementos da cultura tradicional nordestina, como maracatu, ciranda e samba, com influências de estilos globais, incluindo rock, música eletrônica, rap e reggae. A proposta do Mangue Beat era não apenas criar uma nova sonoridade, mas também expressar as realidades sociais e urbanas da região, especialmente as condições de vida dos habitantes das áreas periféricas e dos mangues.      A expressão musical do Mangue Beat é profundamente ligada à figura do homem periférico, que vive em condições de pobreza e exclusão social. As letras das músicas frequentemente abordam temas como a miséria urbana, a luta pela sobrevivência e a indignação diante das desigualdades sociais. Bandas como Chico Science & Nação Zumbi e Mundo Livre S/A f...

O Forte das Cinco Pontas: Do Passado Holandês ao Museu do Recife

 O Museu da Cidade do Recife, também conhecido como Museu das Cinco Pontas, está instalado no histórico Forte de São Tiago das Cinco Pontas, localizado no bairro de São José, em Recife (PE). O forte foi construído pelos holandeses em 1630, durante o período da ocupação de Pernambuco. A intenção era erguer uma fortificação no centro da cidade para protegê-la de possíveis ataques e garantir o controle estratégico da região. Originalmente, o forte possuía formato pentagonal, o que lhe rendeu o nome “Cinco Pontas”. Essa forma tinha uma função defensiva importante, pois permitia proteger as fontes de água e a rota marítima local, já que, na época de sua construção, ainda era possível avistar o mar a partir do local. Em 1654, com a expulsão dos holandeses, os portugueses conquistaram o forte e realizaram uma reconstrução em pedra e cal, técnica comum nos projetos arquitetônicos utilizados em Portugal. Nesse processo, a quinta ponta foi retirada, deixando o forte com apenas quatro pontas,...

"Capitoa" D. Brites de Albuquerque: A primeira governante de Pernambuco

     Diante da indesejável presença francesa na América Portuguesa e do avanço espanhol na região, Dom João III, rei de Portugal, reconheceu a urgência de ocupar e administrar eficazmente suas terras nas Américas. Assim, o Estado português passou a abordar, de forma estratégica, a tarefa de colonização dessas novas terras. Em 1532, D. João III instituiu o sistema de donatarias para o povoamento da colônia — um modelo administrativo que já havia demonstrado sucesso na ilha da Madeira e nos arquipélagos dos Açores e de Cabo Verde.     Nesse contexto, o litoral das novas terras americanas foi segmentado em capitanias, e as parcelas de terra foram concedidas a nobres de confiança da Coroa Portuguesa. A esses donatários cabia a responsabilidade de ocupar a costa entre Pernambuco e o rio da Prata, incluindo a obrigação de armar navios, recrutar pessoas, arcar com as despesas e administrar a nova colônia. Duarte Coelho Pereira foi agraciado com a capitania de Pernambuc...