Pular para o conteúdo principal

Sugestão Didática: Dinâmica: "Pernambuco Dividido: O Conselho de 1710"

DOWNLOAD: https://drive.google.com/file/d/16vIbimNB0s3zvQu94EVkOSPJstLeoSuu/view?usp=sharing
(Copiar e colar em nova aba do navegador, caso clicando no titulo em azul não funcione)

 Instruções:

1. Sala dividida: Lado A (Olinda) vs. Lado B (Recife).

2. Material: Cada grupo PRODUTO EDUCACIONAL: GUERRA DOS MASCATES recebe um "Dossiê" com 3 páginas (uma para cada

rodada). Eles só podem ler a página correspondente ao slide atual.

3. Slide: O professor projeta o cenário (o fato neutro).

4. Ação: Os grupos têm 3 minutos para ler seus argumentos e 5 minutos para

debater a solução.

MATERIAL DO ALUNO: GRUPO A (OLINDA / NOBREZA)

Imprimir e entregar grampeado. Alerta, não leiam a próxima página antes da hora!

[Página 1] Rodada 1: A Dívida é Injusta!

Quem são vocês: A "Nobreza da Terra". Suas famílias expulsaram os holandeses à força

de sangue. Vocês possuem a terra e a tradição. O que está acontecendo: Vocês estão

quebrados. Seus Argumentos (Baseado em Fatos):

● A culpa não é nossa: O preço do açúcar caiu lá fora. Além disso, os escravos estão

caríssimos porque estão sendo levados para as minas de ouro do Sul.

● Agiotagem: Os mascates (comerciantes) cobram juros abusivos. Eles querem

tomar seus engenhos por dívidas que são impagáveis agora.

● Hierarquia: Comércio é uma atividade menor. Quem manda é quem tem a terra e a

espada. Sua Proposta: Exigir o perdão das dívidas ou uma moratória (adiamento

longo) em troca dos serviços militares que suas famílias prestaram à Coroa no

passado.

[Página 2] Rodada 2: O Recife é Nosso!

O que aconteceu: O Governador traidor levantou o pelourinho no Recife escondido, como

um ladrão na noite! Seus Argumentos:

● Recife é apenas um porto: O Recife não passa de um depósito de açúcar. Ele

pertence ao termo (território) de Olinda.

● O Governador é corrupto: Sebastião de Castro e Caldas só ouve os mascates

porque deve estar recebendo dinheiro deles.

● Inaceitável: Se o Recife virar Vila, eles terão seus próprios juízes e vão executar as

dívidas, tomando todas as terras de vocês. Sua Proposta: Reunir os homens

armados dos engenhos, invadir o Recife agora e derrubar aquele pelourinho

imediatamente!

[Página 3] Rodada 3: O Grito de República

O que aconteceu: O Governador fugiu covardemente para a Bahia. Vocês controlam a

situação, mas a Coroa vai mandar tropas para puni-los. Seus Argumentos:

● A Proposta de Bernardo Vieira de Melo: Se Portugal só protege os mascates, não

precisamos de Portugal.

● República Aristocrática: Vamos criar uma República onde os "homens bons"

(vocês) governam, como em Veneza. Se precisarmos de ajuda, pediremos proteção

aos franceses.

● Primeiros do Brasil: Seremos os primeiros a gritar por liberdade, muito antes de

mineiros ou baianos. Sua Proposta: Apoiar Bernardo Vieira de Melo e declarar o fim

do domínio português!

MATERIAL DO ALUNO: GRUPO B (RECIFE /

MASCATES)

Imprimir e entregar grampeado. Alerta, não leiam a próxima página antes da hora!

[Página 1] Rodada 1: O Dinheiro Move o Mundo

Quem são vocês: Comerciantes portugueses (reinóis). Vocês trabalham duro, trazem

produtos da Europa e financiam a produção de açúcar. O que está acontecendo: Os

"nobres" pegaram seu dinheiro e não querem pagar. Seus Argumentos (Baseado em

Fatos):

● Caloteiros: Os senhores de engenho vivem em luxo, festas e roupas de veludo,

mas dizem que não têm dinheiro para pagar o que devem.

● Nós somos a economia: Sem o crédito que vocês dão, os engenhos param.

● Preconceito: Eles chamam vocês de "mascates" (ambulantes) para humilhar, mas

vocês são a burguesia que sustenta a Capitania. Sua Proposta: Exigir que a Coroa

force os nobres a pagarem suas dívidas com terras e escravos, se necessário.

[Página 2] Rodada 2: Autonomia Já!

O que aconteceu: Finalmente! A Carta Régia chegou. O Recife será uma Vila. Seus

Argumentos:

● Demografia: O Recife tem 25 mil habitantes. Olinda só tem 4 mil e está em ruínas.

É ridículo uma cidade grande obedecer a uma pequena.

● Justiça Própria: Vocês precisam de uma Câmara e Juízes no Recife para cobrar as

dívidas legalmente, sem depender dos juízes de Olinda (que são parentes dos

devedores).

● Apoio do Governador: O Governador Castro e Caldas está do lado do progresso e

da lei. Sua Proposta: Financiar a fortificação do Recife. Vocês têm dinheiro para

comprar pólvora e armas. O Pelourinho fica!

[Página 3] Rodada 3: Traição à Coroa

O que aconteceu: Os "pés-rapados" invadiram sua cidade, quebraram o pelourinho e o

Governador fugiu após tentarem matá-lo. Seus Argumentos:

● Isso é traição: O que Bernardo Vieira de Melo propõe é crime de lesa-majestade

(traição ao Rei).

● Anarquia: Eles querem uma República apenas para não pagar as dívidas. Isso não

é liberdade, é golpe.

● Resistência: Vocês devem se entrincheirar, fechar o comércio e mandar emissários

urgentes para Lisboa pedindo um novo Governador e tropas. Sua Proposta:

Rejeitar a República, declarar fidelidade total ao Rei e aguardar o novo Governador

(Felix José Machado) para punir os rebeldes.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

RESISTÊNCIA E ANCESTRALIDADE: AS LUTAS QUILOMBOLAS NO INTERIOR DE PERNAMBUCO

As comunidades quilombolas do Agreste pernambucano conservam viva a memória de uma ancestralidade africana e uma histórica luta por direitos sociais e territoriais. Formadas por descendentes de escravizados fugitivos, essas comunidades resistiram ao colonialismo e à exclusão até os dias atuais. Castainho (em Garanhuns-PE) e Imbé (em Capoeiras-PE) exemplificam essa trajetória de enfrentamento às injustiças. Como observam estudos locais, “o Quilombo do Castainho está situado em Garanhuns-PE e possui grande relevância histórica e cultural. Esse quilombo é um dos muitos que simbolizam a resistência dos povos afro-brasileiros desde o período colonial”(Gomes e Santos 2023). Hoje reconhecidas como Comunidades Remanescentes de Quilombos (CRQs), elas preservam saberes, festividades e identidades próprias, enquanto reivindicam o direito às suas terras. Os quilombos do interior de Pernambuco remontam aos remanescentes do antigo Quilombo dos Palmares (extinto em 1694), cujos fugitivos se dispersar...

Maracatu Rural: Uma expressão pernambucana

  O Maracatu Rural, também conhecido como Maracatu de Baque Solto, é uma expressão cultural profundamente enraizada na Zona da Mata pernambucana, constituindo-se como uma das mais ricas e emblemáticas manifestações populares do estado de Pernambuco. Diferente do Maracatu Nação (ou de Baque Virado), o Maracatu Rural apresenta características únicas que refletem sua história e conexão com o universo rural. Ele surge como uma expressão híbrida, resultado de uma complexa interação entre elementos africanos, indígenas e europeus, evidenciando a interculturalidade da cultura brasileira. Uma das figuras mais marcantes dessa manifestação é o caboclo de lança, símbolo central do Maracatu Rural. Com seus trajes exuberantes, golas bordadas, chapéus adornados com fitas coloridas e uma lança decorada, o caboclo de lança representa a força, a resistência e a identidade cultural das comunidades que preservam essa tradição. O papel desse personagem transcende o aspecto performático, pois ele carre...

O ataque de Lampião a região de Serrinha do Catimbau (Paranatama)

    O fenômeno do banditismo se manifestou de maneira marcante no Sertão do nordeste brasileiro. Durante a República Velha (1889-1930) e nos primeiros anos do Estado Novo (1930-1945), o fenômeno do banditismo surgiu no nordeste brasileiro através do cangaço. Os cangaceiros eram “foras da lei” que se rebelavam contra a sociedade dos coronéis. Contudo, não tinham interesse em mudar a sociedade, apenas viver a margem dela, fazendo suas próprias regras. O cangaceiro mais conhecido, e um dos últimos cangaceiros a existir, foi Virgulino Ferreira da Silva, conhecido como Lampião, ou mesmo como o “Rei do Cangaço”. Ele foi responsável por criar a estética do cangaço e de introduzir as mulheres nos bandos de cangaceiros, que eram exclusivamente masculinos, ao se apaixonar e se juntar com Maria Bonita. Contudo, Lampião era muito conhecido pelos crimes violentos que cometia, entre eles, ataques com seu bando a várias regiões do nordeste. Entre os muitos ataques de Virgulino, houve um ataq...