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Como surgiu o Estado de Pernambuco

 Pernambuco surgiu quando, em 1534, o Rei D. João III decidiu dividir as terras do Brasil para melhor ocupá-las e protegê-las de invasores. Até então, os portugueses só haviam explorado a fauna e a flora das matas do litoral, e erguido entrepostos e feitorias, como a da Ilha de Itamaracá, para a exportação de pau-brasil. Franceses, aventureiros e piratas cobiçavam as riquezas da terra, assediavam os grupos indígenas e, desse modo, ameaçavam o direito de posse de Portugal sobre a parte que lhe coube segundo o Tratado de Tordesilhas com a Espanha em 1494. Diante dessas ameaças, Portugal resolveu dividir as terras em catorze capitanias hereditárias, e cada uma delas o Rei doou a um fidalgo interessado em prosperar no Novo Mundo. A doação era firmada em um Pacto Colonial, expresso nas cartas de doação e em forais. ou seja, o Capitão-Mor/ donatário tinha plenos poderes jurídicos, administrativos e até penais sobre escravizados, indígenas e homens livres, mas em contrapartida deveria estabelecer os limites das terras e assinalar a presença da Coroa Portuguesa, assim como mantê-las em segurança contra invasores, distribuir sesmarias para fazer produzir a terra - latifúndios monocultores de cana-de-açúcar -, sendo que toda a produção de açúcar só poderia ser comercializada com os representantes da Metrópole - o açúcar produzido nos engenhos e com mão-de-obra escrava. O Pacto Colonial proibia muitas coisas, inclusive outras atividades econômicas, tudo tinha que girar em torno da produção do açúcar para a exportação e a colônia devia ser consumidora de produtos da Metrópole.

O primeiro donatário foi Duarte Coelho, que aqui chegou em 1533 com sua esposa D. Brites de Albuquerque, filhos, familiares, amigos e dependentes. Denominou seu lote de Nova Luzitânia.

Sugestão de leitura: ANDRADE, Manuel Correia de. Pernambuco Imortal: Evolução Histórica e Social de Pernambuco. Recife: CEPE, 1997. (ou no fascículo 1 dos 10 publicados pelo jornal do Commercio em 1995).

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